"-tu és muito observador, tenho medo de gente muito observadora...existem duas pessoas que parecem me conhecer até mais do que eu mesma, tu és uma delas..."
"- foi contigo que aprendi a por cerveja no copo
- e a bater a cinza do cigarro"
"- a gnt se conheceu dia 2 de junho, não foi?
- faz tao pouco tempo? pra mim parece uma eternidade"
"-tomei banho de mar, só lembrei de ti..."
"-fui la no prédio. lembrei de ti.."
"-acha a legenda de Sex and the City pra mim?
-qual é a palavra mágica?
-por favorzinho?!"
"ela mostrou-lhe uma foto sua
- gamei. quem é?
- hasuhasuhas. vovó"
"- Te achei bem frio no venetto, what happened?
- é? eu pensei o mesmo de ti
- Eu fui la te dar um abraço e n senti sinceridade :/
- eu pensei a mesma coisa"
"-Um dia eu sento contigo e conto tudo"
"- ...dependência baixa
- meu orgulho =*"
"malditas tequileiras. aquelas mulheres que sacodem nossa cabeça"
"- não sei de onde tiraste tal história.
- foi meio q um desabafo
- interessantíssimo"
"- ele é psicopata, esse sim é. asuhush
- eu não sou mais?
- nao. essas ultimas semanas tu provaste que eu tava errada"
"- ei, descreve meu beijo?
- haha, pra quê?
- nao sei, curiosidade
- hmmm. mas não to lembrando, vou precisar que refresque a minha memória"
"no nick dela: {não}
- sim
- sim what? ah sim. entendi. sim pra ti, sim"
"- Ficou muito boa tua síntese. meu orgulho"
"- eu não gosto de camarão... por isso q eu falo q sou alérgico. mas não fala p ngm q é mentira =]
- tudo bem honey. it's our little secret"
"- abririas um restaurant?
- yep. pensas em te unir a mim?"
"- vou tomar banho
- q dia vc vai se dignar a me dar um abraço? aquele último não foi mto bom não
- vou pensar no teu caso :P
- durante o banho?"
"- nhami. sorvete
- mas arroz engorda né"
"uma das vezes em que ele comprou flores para ela:
- eu te vi hoje =)
- where?
- no planta, conversando com o skinhead"
"- quer um pedaço de neve?
- quero. você traz pra mim?"
"- ei, tres meses que a gente se conhece.
- é... (F) feliz aniversário de 3 meses (F)"
"- tá curtindo?
- Muito, ja quero morar no frio, let's go?"
"- Take care. You're gonna fall in love
- me? why do you think so?
- German girl"
"- fiquei te esperando aqui p te dar as boas vindas
- tu sempre estás aqui pra mim. brigada"
"- eu pensei que era pensando em alguem
- em quem?
- alguma outra musa...
- não, vc é a única"
"- gosto mto de ti
- Por que a cara triste? Gostar de mim é ruim?
- às vezes"
"- mas resolvi parar e tentar conviver. tu és uma das 3 pessoas que sabem disso."
"- não pára, aprende a controlar
- vou tentar. me ensina?"
"- vou dormir. me deixas ir?"
"- como estão os planos de se mudar pro sul?
- vontade no corpo todo. tu irias comigo escondido"
"- dá p criar um cachorrinho?
- da, um pequeno. que fique deitado entre a gente às vezes"
"- desculpa. mesmo. do fundo do coraçao
- ..."
"- ontem, de ontem pra antes. as coisas mudam."
"- e tu falaste o que sobre a situaçao?
- que já falei com a tua mãe. mas ela não quer te vender de jeito nenhum"
"- agora o que eu nao preciso é de alguem pra ficar me julgando uma altura dessas da vida.
- achas que eu te julgo?"
"- nunca...
- nunca? nunca oq?
- nunca me fez falsas promessas"
"- que vais fazer?
- vou dar uma volta, nessa noite perfeita que promete
- HAHAHAHAHAHA. bobo. TO RINDO. ALTAO"
"- não bebe hoje (:
- pq não?
- Qual a necessidade?"
"- ei
- oi
- ei. ei. (L) :*"
"- sonhei contigo. te via passar na rua
- eu também sonhei contigo...
- sério? oq?
- sonhei que tu me sequestravas"
"- ...me chamando pra fazer fumaça. eu disse que tinha prometido pra ti que nao ia fumar"
"- de especial pra quem?
- alguns homens...
- hmmm, ela tem bom papo tb
- a intenção é me fazer ciume?"
"- Eu pensei em ir na tua casa falar ctg, tu ias me expulsar?
- falar oq, meu? não há nada p falar
- Eu queria que tu soubesses que eu nao sou esse monstro que estas pensando. Queria que tu olhasses nos meus olhos e visses isso."
"- Ta certo... Mas to aqui sempre, idiota e imperfeita, mas sempre."
"- se eu nao tivesse que trabalhar hoje eu ia ai
- hmmm. não tem pressa, suponho
- Pressa eu tenho. Me falta tempo"
"- eu quis dizer q não muda muita coisa de um dia pro outro
- ou muda... vai saber"
"- Pra quem tem pressa...
- Eu nao quero conversar contigo na frente de todo mundo."
"- ei, se a gente for beber no meu antigo ap amanha tu vais?"
"- eu quero viajar
- eu acho q vou. mas ainda não é confirmado.
- pra onde?
- rio
- fazer?
- trabalhar, morar, e tudo
- wow"
"- YES
- yes uat?
- yes to your no
- ..."
October 21, 2010
October 10, 2010
500 days (VI)
Demorou alguns segundos antes de aceitar que aquela mulher realmente dizia ser um anjo. Com um sorriso que mostrava o quão absurdo era isso, virou as costas e começou a andar.
- Um anjo... Cada coisa -pensou-.
Acendeu um cigarro e continuou andando. Um pensamento atiçou sua curiosidade.
- Espera ai, como você sabe quem eu sou? - disse em voz alta, com um tom ligeira e propositalmente amedrontador, enquanto se voltava. Ela sumira. Aguçou a vista e procurou, em vão, nas proximidades. A rua estava deserta. Confuso, retomou seu caminho, pensativo.
- Calmantes e whisky não fazem um bom par - anotou mentalmente.
Andou mais alguns quarteirões, preocupado com a idéia de não poder confiar na sua própria mente. Era o único que lhe restava. O forte miado de um gato o tirou dos seus pensamentos. No alto de algumas caixas empilhadas na calçada, um gato preto o observava. Ele sorriu. Esse tipo de coincidências sempre o divertira. Se dirigiu, então, até o táxi que aguardava na esquina. O motorista, do lado de fora, fumava um cigarro. Ele estava ouvindo blues; Robert Johnson.
- Primeiro um gato negro e agora um guitarrista que vendeu a alma ao diabo! Essa noite promete! - declarou sorridente.
O motorista respondeu com um sorriso, e perguntou:
- Para onde?
- Calma, termina teu cigarro e deixa terminar o meu.
- Pode fumar no carro, senhor.
- Excelente. Essa noite fica cada vez melhor.
Ambos entraram no carro.
- Para onde? - inquiriu mais uma vez o motorista.
- Vamos dar umas voltas na praia. Depois eu decido.
O motorista olhou para Frank como se este estivesse maluco. Porém, aceitou.
"...Early one morning the blues came falling down
All locked up in jail, I'm prison bound..."
Abandonaram a rua deserta. Noctâmbulos vagabundavam pelas ruas escuras, alguns solitários, outros mal acompanhados. Em uma esquina, um sujeito de aparência estranha vendia remédios antimonotonia.
"...Thinking of my baby and my happy home..."
Na próxima esquina, do lado de uma viatura estacionada, um policial conversava alegremente com uma prostituta.
- Olha só isso - disse Frank ao motorista -. Será que policial tem desconto?
Ele respondeu gargalhando:
- Cem por cento de desconto. É a esposa dele.
- Você o conhece? - perguntou Frank cautelosamente.
- Não ele. Mas conheço ela.
Ambos riram.
- Ele policial. Ela puta... Aposto como o filho deles vai ser político.
Mais risadas.
- Não me surpreenderia.
Deixaram o casal para trás, e, alguns metros à frente, pararam em um sinal. Frank olhava, absorto, a luz vermelha.
- Você acredita em anjos? - perguntou ao motorista, que olhou para ele com surpresa.
Após poucos segundos, ele respondeu.
- Quem acredita em anjos acredita em deus.
- Isso é um não?
- Exatamente - respondeu o motorista, fazendo uma curva.
Frank observou o casal desaparecendo no retrovisor. Um brilho prateado chamou sua atenção.
- É pouco comum um atéu ter um crucifixo no seu carro.
O motorista passou a marcha sem olhar para Frank ou o crucifixo.
- É parte de uma coleção.
- Coleção de crucifixos? Claro, todos os atéus fazem isso - retrucou Frank, com um sorriso sarcástico.
- Coleção de coisas bizarras. Ganhei esse crucifixo em uma partida de poker. O homem que perdeu disse que o crucifixo o protegia do demônio.
- Não há nada tão bizarro assim nessa história - observou Frank.
Dessa vez, o motorista o olhou nos olhos por um instante. Ele sorria. Esperava essa reação.
- Esse homem morreu uma hora depois. A causa da morte? Desconhecida.
- ... isso é bizzarro - Frank levantou as sobrancelhas, surpreso -.
O motorista riu. Apontando para a esquerda, disse:
- Prédio azul, quinto andar. Foi lá que "o demônio" matou aquele homem.
O prédio aparecia avelhentado, mas ainda mantinha o ar nobre que tivera em tempos melhores. Frank sentia um grande apelo por esse tipo de decadência. Em uma janela do sexto andar, uma velha mulher, de aparência perturbadora, fumava; parecia uma ave de rapina à espreita de novas vitimas. Como lendo sua mente, o motorista continuou:
- A velha da janela já enterrou 4 maridos e 5 filhos. Fica o dia inteiro fumando na janela. As crianças do bairro dizem que ela não sai de lá nem para comer. Ninguém sabe ao certo quantos anos ela tem, pois não fala com ninguém. No porta-luvas tem uma foto dela e o quarto marido, morto, sentado na cama do lado dela.
- Que personagem interessante - pensou Frank -.Como você conseguiu a foto então, se ela não fala com ninguém? - respondeu.
- Você é policial? - o tom da pergunta era defensivo.
- Quê mais você tem no carro? - respondeu Frank, sem se importar.
O motorista o observou, desconfiado, por alguns instantes.
- Uma pedra do túmulo de um cantor - respondeu finalmente -. Mas ela não está assombrada como o vendedor garantiu. Só a conservo porque paguei caro por ela. E mais nada.
- Não é uma coleção muito grande.
- Não é um carro muito grande. O resto da coleção fica em casa.
- Que classe de coisas?
- Uma cruz de madeira que achei flutuando na beira-mar. Um côco que matou um infeliz que não acreditava na gravidade. Coisas assim.
Frank sorria. Gostava desse cara. Alguns minutos depois, chegaram até a praia. Ele decidiu ficar no bar de sempre.
Ao chegar, desceu do táxi, pagou o motorista e despediu-se. Acendeu um cigarro e observou as estrelas. Ao terminar, entrou no bar e se dirigiu até uma mesa com vista ao mar. Quando tinha andado dois passos em direção à mesa, percebeu um perfume no ar. Buscou ao seu redor, e então a viu. Ela não estava só.
- Um anjo... Cada coisa -pensou-.
Acendeu um cigarro e continuou andando. Um pensamento atiçou sua curiosidade.
- Espera ai, como você sabe quem eu sou? - disse em voz alta, com um tom ligeira e propositalmente amedrontador, enquanto se voltava. Ela sumira. Aguçou a vista e procurou, em vão, nas proximidades. A rua estava deserta. Confuso, retomou seu caminho, pensativo.
- Calmantes e whisky não fazem um bom par - anotou mentalmente.
Andou mais alguns quarteirões, preocupado com a idéia de não poder confiar na sua própria mente. Era o único que lhe restava. O forte miado de um gato o tirou dos seus pensamentos. No alto de algumas caixas empilhadas na calçada, um gato preto o observava. Ele sorriu. Esse tipo de coincidências sempre o divertira. Se dirigiu, então, até o táxi que aguardava na esquina. O motorista, do lado de fora, fumava um cigarro. Ele estava ouvindo blues; Robert Johnson.
- Primeiro um gato negro e agora um guitarrista que vendeu a alma ao diabo! Essa noite promete! - declarou sorridente.
O motorista respondeu com um sorriso, e perguntou:
- Para onde?
- Calma, termina teu cigarro e deixa terminar o meu.
- Pode fumar no carro, senhor.
- Excelente. Essa noite fica cada vez melhor.
Ambos entraram no carro.
- Para onde? - inquiriu mais uma vez o motorista.
- Vamos dar umas voltas na praia. Depois eu decido.
O motorista olhou para Frank como se este estivesse maluco. Porém, aceitou.
"...Early one morning the blues came falling down
All locked up in jail, I'm prison bound..."
Abandonaram a rua deserta. Noctâmbulos vagabundavam pelas ruas escuras, alguns solitários, outros mal acompanhados. Em uma esquina, um sujeito de aparência estranha vendia remédios antimonotonia.
"...Thinking of my baby and my happy home..."
Na próxima esquina, do lado de uma viatura estacionada, um policial conversava alegremente com uma prostituta.
- Olha só isso - disse Frank ao motorista -. Será que policial tem desconto?
Ele respondeu gargalhando:
- Cem por cento de desconto. É a esposa dele.
- Você o conhece? - perguntou Frank cautelosamente.
- Não ele. Mas conheço ela.
Ambos riram.
- Ele policial. Ela puta... Aposto como o filho deles vai ser político.
Mais risadas.
- Não me surpreenderia.
Deixaram o casal para trás, e, alguns metros à frente, pararam em um sinal. Frank olhava, absorto, a luz vermelha.
- Você acredita em anjos? - perguntou ao motorista, que olhou para ele com surpresa.
Após poucos segundos, ele respondeu.
- Quem acredita em anjos acredita em deus.
- Isso é um não?
- Exatamente - respondeu o motorista, fazendo uma curva.
Frank observou o casal desaparecendo no retrovisor. Um brilho prateado chamou sua atenção.
- É pouco comum um atéu ter um crucifixo no seu carro.
O motorista passou a marcha sem olhar para Frank ou o crucifixo.
- É parte de uma coleção.
- Coleção de crucifixos? Claro, todos os atéus fazem isso - retrucou Frank, com um sorriso sarcástico.
- Coleção de coisas bizarras. Ganhei esse crucifixo em uma partida de poker. O homem que perdeu disse que o crucifixo o protegia do demônio.
- Não há nada tão bizarro assim nessa história - observou Frank.
Dessa vez, o motorista o olhou nos olhos por um instante. Ele sorria. Esperava essa reação.
- Esse homem morreu uma hora depois. A causa da morte? Desconhecida.
- ... isso é bizzarro - Frank levantou as sobrancelhas, surpreso -.
O motorista riu. Apontando para a esquerda, disse:
- Prédio azul, quinto andar. Foi lá que "o demônio" matou aquele homem.
O prédio aparecia avelhentado, mas ainda mantinha o ar nobre que tivera em tempos melhores. Frank sentia um grande apelo por esse tipo de decadência. Em uma janela do sexto andar, uma velha mulher, de aparência perturbadora, fumava; parecia uma ave de rapina à espreita de novas vitimas. Como lendo sua mente, o motorista continuou:
- A velha da janela já enterrou 4 maridos e 5 filhos. Fica o dia inteiro fumando na janela. As crianças do bairro dizem que ela não sai de lá nem para comer. Ninguém sabe ao certo quantos anos ela tem, pois não fala com ninguém. No porta-luvas tem uma foto dela e o quarto marido, morto, sentado na cama do lado dela.
- Que personagem interessante - pensou Frank -.Como você conseguiu a foto então, se ela não fala com ninguém? - respondeu.
- Você é policial? - o tom da pergunta era defensivo.
- Quê mais você tem no carro? - respondeu Frank, sem se importar.
O motorista o observou, desconfiado, por alguns instantes.
- Uma pedra do túmulo de um cantor - respondeu finalmente -. Mas ela não está assombrada como o vendedor garantiu. Só a conservo porque paguei caro por ela. E mais nada.
- Não é uma coleção muito grande.
- Não é um carro muito grande. O resto da coleção fica em casa.
- Que classe de coisas?
- Uma cruz de madeira que achei flutuando na beira-mar. Um côco que matou um infeliz que não acreditava na gravidade. Coisas assim.
Frank sorria. Gostava desse cara. Alguns minutos depois, chegaram até a praia. Ele decidiu ficar no bar de sempre.
Ao chegar, desceu do táxi, pagou o motorista e despediu-se. Acendeu um cigarro e observou as estrelas. Ao terminar, entrou no bar e se dirigiu até uma mesa com vista ao mar. Quando tinha andado dois passos em direção à mesa, percebeu um perfume no ar. Buscou ao seu redor, e então a viu. Ela não estava só.
Subscribe to:
Posts (Atom)